Foi a 9 de fevereiro de 1964. Contra todas as expetativas e vencendo as resistências do próprio Sullivan, para quem não se justificava ter uma banda britânica, para mais uma ainda praticamente sem nome nos tops de vendas (algo que só tinha começado a acontecer poucos dias antes, quando Continue reading →
As crianças deviam ver isto… Neste site encontra uma selecção de coisas de interesses diversos, inspirações da ciência, da arte, da música, da natureza, do mundo que Continue reading →
No ano passado, o realizador James Bobin e os estúdios da Disney recuperaram o imaginário das inigualáveis personagens de Jim Henson com uma nova aventura de Cocas e companhia no grande ecrã. Nesta longa metragem (recentemente chegada ao nosso mercado de video, em cuja edição se inclui uma inusitada sequência de apanhados), um grande magnata pretende comprar e encerrar definitivamente o Teatro dos Marretas. Para o impedir, o “clã” volta a Continue reading →
Poucos meses depois da chegada ao mercado de video português dos primeiros dois tomos da recente série de animação baseada no clássico de René Goscinny e Jean Jacques Sempé “Le petit Nicolas” (“O menino Nicolau”), são agora apresentados mais 12 episódios centrados nas suas peripécias e odisseias. Ideal para os inícios de tarde em que os ponteiros demoram a fazer chegar um novo mergulho, esta coleção de histórias percorre as Continue reading →
O realizador Spike Jonze fez com os Beastie Boys, vestidos e mascarados a rigor no videoclip de “Sabotage”, uma imitação parodiada, em tom de homenagem, das clássicas séries policiais dos anos 70. Partindo desta curta metragem de ação – a que não falta o genérico, os prodigiosos bigodes, os óculos escuros, os donuts, as perseguições e o sempre tão apelativo submundo dos ajustes de contas –, e tentando “resolver” um pouco da dor causada pelo brutal choque da morte de Adam Yauch (“MCA”) no início deste mês, um fã reuniu a criançada da família para lhe Continue reading →
Este “Dark shadows”, a longa metragem de Tim Burton que antecede “Frankenweenie” (que estreia em Portugal a 25 de outubro), é uma tragicomédia gótica e fantástica com sabor a sangue. Barnabas Collins (Johnny Depp), o jovem herdeiro de uma abastada família irlandesa que vive no Maine, é amaldiçoado e condenado à sombria condição de vampiro pela terrivelmente bela Angelique Bouchard (Eva Green), uma bruxa amargurada pela dor de não ver o seu amor correspondido. Enterrado durante duzentos anos, Barnabas é acidentalmente despertado (e acorda cheio de sede) em 1972, reencontrando-se com a sua mansão num estado visivelmente degradado e com uma família disfuncional, mas disposto a Continue reading →
Era viciado em leituras, seduzido, ainda antes de saber ler, pelas gravuras que encontrava em livros e revistas nas estantes do escritório do avô, o Visconde de Tremembé. “A biblioteca de meu avô é ótima, tremendamente histórica e científica. Merecia uma redoma… Cada vez que me pilhava na biblioteca do meu avô, abria um daqueles volumes e me deslumbrava.” “Mais tarde te contarei a minha doença ‘delirium legens’, espécie de ‘delirium tremens’ dos bêbados. Leio tanto que quando vou para a cama meu Continue reading →
Baseada na obra de René Goscinny e Jean Jacques Sempé “Le petit Nicolas“, chegam agora a Portugal os dois dvd’s inaugurais daquela que é a primeira série de desenhos animados da personagem nascida para a literatura infantil em 1959. “Le petit Nicolas” é uma coleção centrada num menino de oito anos, Nicolas (mais conhecido em Portugal como “O menino Nicolau”), e nas suas histórias de todos os dias. Infelizmente apenas Continue reading →
Houvesse motivação e disponibilidade pedagógica para fomentar nas crianças, desde a mais tenra idade, um respeito absoluto pelos clássicos dos diversos campos criativos, e Norman McLaren (1914 / 1987) seria um nome tão recorrente como infelizmente são os de mediocridades como as tais Winx ou o tal Panda. A realidade, contudo, é Continue reading →
Imperdível, logo à noite, 47 minutos depois da meia noite (espantoso, o rigor do nosso serviço público de televisão…), o programa “Onda curta”, na RTP2. Imperdível porque aí poderemos ver e ouvir a premiada média metragem de animação, escrita, musicada e dirigida pelo holandês Rosto, “The monster of Nyx”, com as inconfundíveis vozes de Tom Waits e de Terry Gilliam. São 30 minutos de Continue reading →
Crescer em contacto regular com as mais inteligentes e exigentes expressões artísticas (desde que adequadas a cada fase do desenvolvimento sensorial das crianças) é meio caminho para desenvolver os mais inteligentes e exigentes padrões de sensibilidade naqueles que à nossa volta se educam. E raras vezes esse nível de inteligência e exigência na arte criada especificamente para os mais pequenos foi tão elevado quanto nos momentos canónicos da Continue reading →
Os contos com animais são inequivocamente um dos sub-géneros literários mais significativos para os mais pequenos: por tradição (a presença marcante de criaturas animais na história da literatura) e por, psicológica e tematicamente, suscitarem imediata e simpática identificação com personagens e suas ações. Na senda fabulística, autores e ilustradores contemporâneos continuam a ceder ao fascínio pelos bichinhos, prevendo a fácil adesão por parte das jovens audiências, sabendo também que moralísticos fatores podem com ligeireza e diversão ser abordados por intermédio destes seres, encarnando caraterísticas e preocupações, virtudes e vícios, tão Continue reading →
Quem se recorda do Popeye? Quem passou a gostar um pouco mais de espinafres graças às suas aventuras? A banda americana Wilco recupera o marinheiro desengonçado, de olho semicerrado e maxilar proeminente, de musculatura bizarra, fumador inveterado de Continue reading →
Há quem se preocupe. Há quem faça. Há quem se preocupe e faça. Cria Cria aposta na literacia cultural. Da teoria à prática, em casa, Continue reading →
Abundaram as previsões, discussões, prognósticos, rituais, medos ou celebrações, a propósito e a despropósito desta data recheada de numerológicos simbolismos. Aqui, no Cria Cria, decidimos abrir uma Continue reading →
Charles-Émile Reynaud (1844-1918), num acesso de raiva, deitou ao rio Sena as suas máquinas e filmes. Os filmes eram apenas películas perfuradas com imagens pintadas à mão, “desenhos em movimento” dançando em 50 metros de banda, perfazendo um total de 40 minutos de projeção por três bandas. As máquinas eram praxinoscópios. Quanto a Charles-Émile Reynaud, foi o fundador da moderna cinematografia, ao projetar no Museu Grévin, em Paris, e para pasmo das audiências, o seu Théâtre Optique, no dia 28 de outubro de 1892. A razão do acesso de fúria: o advento do cinematógrafo dos irmãos Lumière.
Curiosamente, do outro lado do Oceano Atlântico, no mesmo dia 28 de outubro de 1892, inaugurava-se aquele que é, hoje ainda, um símbolo imediatamente reconhecível, mesmo para qualquer distraído ou contrariado frequentador de salas de cinema: a estátua da liberdade, que inspiraria a imagem de marca da produtora e distribuidora Columbia Pictures.
Recordamos estas histórias no Cria Cria porque se celebra hoje o Dia Mundial da Animação, um evento simultâneo que envolve o intercâmbio entre instituições congéneres, a nível mundial, em mais de 50 países, e que em Portugal ganha expressão em múltiplas iniciativas, um pouco por todo o território, e numa programação vasta, centralizada pela Casa da Animação, Porto, na qual se destaca a produção nacional e o premiado Shaun Tan que, com Andrew Ruhemann, criou “The lost thing”:
Recordamos estas histórias no Cria Cria também porque nos lembramos muito bem do tempo em que não havia salas de cinema com filmes para crianças ou videotecas (haver bibliotecas com secção infantil era um luxo). Lembramo-nos ainda da televisão a preto e branco (e só para alguns), em que apenas um programa na RTP, anódina e asseticamente intitulado “Cinema de animação”, começou a divulgar, a partir de 1974 e durante 16 anos, milhares de obras do género. Os recursos eram escassos, mas havia variedade e ousadia. Por detrás do tão atacado “amadorismo” e do inglês arrevesado, havia a determinada paixão de um autodidata convicto – Vasco Granja -, com a chancela superior do balcão da Tabacaria Travassos, a garantia dos Armazéns do Chiado, os títulos académicos da Livraria Bertrand, a experiência formativa dos cineclubes e das prisões da PIDE. Foi com ele que pela primeira vez ouvimos falar de anime, devorámos Looney Tunes e Warner Bros., absorvemos animação experimental vinda de leste e oeste, descobrimos Peter Foldes e Norman McLaren. Havia convidados (pequenos e crescidos) e concursos. O que Vasco Granja fez com edição portuguesa da revista Tintin (1968) foi notável: escrevia, traduzia, respondia aos leitores. Continuamos a descobrir ainda hoje tudo o que vimos nessa altura. Continuamos a descobrir que tudo faz sentido. Gostaríamos que todas as crianças soubessem como se diz “Fim” em polaco. Nós sabíamos: “Koniec”.
Foi em Tanglewood que Leonard Bernstein (25 de agosto de 1918 – 14 de outubro de 1990) fez a sua formação e iniciou a carreira de maestro. E era a Tanglewood que voltava sempre, para ensinar, mesmo em período sabático, em detrimento de tournées agendadas e concertos esgotados nas salas mais importantes das grandes capitais do mundo. Também em Tanglewood terminou a sua carreira, em 1990.
Talvez estivesse encantado, como Nathaniel Hawthorne, autor de “Tanglewood tales” (1853), volume de contos cujo título mágico nomeia, hoje ainda, o centro educativo e cultural da Boston Symphony Orchestra. Veem-se as montanhas Berkshire, ao fundo, e o lago Stockbridge Bowl espreita por entre as moitas e extensos relvados. O espaço está serenamente salpicado de cadeiras de lona e guarda sóis. De vez em quando, um pequeno grupo abre uma cesta de piquenique. Sob a sombra, alguém se curva sobre uma partitura. Chegam-nos sons distantes de cordas. Os edifícios parecem hangares ou celeiros gigantes, acolhendo quem chega e abrindo-se para o exterior, inundados de luz durante o dia, iluminando os relvados à noite. As pessoas, de todas as idades, trazem as suas cadeiras e mantas, enquanto ecrãs gigantes projetam imagens da orquestra.
Bernstein fundou institutos, escolas e uma classe mundial de prática orquestral, no Schleswig Holstein Music Festival. Fundou o Pacific Music Festival, em Sapporo, Japão, importando o modelo de Tanglewood. Havia quem o encontrasse, fazendo o seu jogging alegremente, ou cruzando os caminhos serpenteando entre os relvados de Tanglewood no seu Mercedes beige descapotável, acenando aos estudantes. “Sou um rabino disfarçado”, dizia, espreitando por cima das meias lentes dos óculos. Estava sempre a pregar, imbuído de uma espécie de espírito missionário, que considerava mais importante do que tudo o resto. Usava uma camisola desportiva azul bebé, jeans, botas de cowboy, e um lenço vermelho espreitava-lhe do bolso. Os seus elogios eram abundantes: “Great, but I want it twice as great!”. A sua energia levava-o muitas vezes a um exagero nos gestos, com meneios e saltos, rapidamente tornados moda em passos de dança, como o famoso “Lenny’s jump”. Mas a sua exigência, rigor analítico, fervor e perspicácia crítica e psicológica eram ainda mais extraordinárias: “Regra número um para quem toca em grande orquestra: é tudo música de câmara!”. Leonard Bernstein começara a sua carreira de maestro em 1943, substituindo à última hora um Bruno Walter engripado. Tocava-se o “Dom Quixote”, de Richard Strauss. Mais tarde, quem olhasse com atenção, veria que Bernstein usava sempre os botões de punho do seu mentor, o maestro Serge Koussevitzky.
“In my end is my beginning”, escreveu Bernstein na carta que enviou aos amigos convidando-os para a performance de gala em benefício do Tanglewood Music Centre, coincidindo com o seu 70º aniversário. T. S. Eliot nos “The four quartets” escrevera, em “East Coker”: “In my beginning is my end”. Nas Harvard Lectures, enquanto Charles Eliot Norton Professor of Poetry, Leonard Bernstein falava de música e linguagem. Na conferência “The principle of hope”, proferida no 13º aniversário do Berkshire Music Centre, a esperança é o tema. Bernstein foi incansável, impulsionado pela necessidade imperiosa de partilhar a sua paixão pela música, na afirmação da esperança, na certeza de que, através das artes e da música, poderíamos tornar o mundo num lugar melhor: “We who were sitting there in 1940 were a generation of hopers.” Ou “It’s the artists of the world, the feelers and the thinkers, who will ultimately save us, who can articulate, educate, defy, insist, sing and shout the big dreams.”
Hoje, dia 14 de outubro de 2011, em Tanglewood, a Orquestra irá tocar um bailado (ou poema sinfónico), obra rara, baseado num conto de fadas: “The wooden prince”, de Bela Bartok. Nós, aqui no Cria Cria, vamos pegar numa das obras escritas por Leonard Bernstein: “O mundo da música”, na edição da Livros do Brasil, com tradução de Manuel Jorge Veloso. Depois, vamos sentar-nos e rever alguns dos seus inesquecíveis programas “Young people’s concerts”. Claro que a tecnologia televisiva usada era ainda primitiva – há distorções de imagem e o som não é brilhante (geralmente mono, ou remisturado, exceto nos cinco últimos concertos, já em stereo). Mas quem se importa? Mesmo a preto e branco, mesmo com desfocagens, há um discurso musical pejado de poesia e emoção, há clareza e técnica, há interatividade e há perguntas complexas e divertidas, há surpresa e variedade, clássicos conhecidos e compositores recentemente descobertos, há folk e música latina, da Broadway aos Beatles. Mas há, sobretudo, a presença e a voz de um músico, um verdadeiro contador de histórias apaixonado.
Inicialmente aos sábados de manhã, os “Young people’s concerts” foram transmitidos durante três anos na CBS, em horário nobre, passando depois para os domingos à tarde. Duravam cerca de uma hora. Era pouco. Por lá passaram convidados ilustres, como Christa Ludwig ou Walter Berry, um Gunther Schuller muito novinho, uma Natania Devrath cantando Villa-Lobos, e até uma injustamente desconhecida Marni Nixon (que dobrava as vozes cantadas de Natalie Wood, Audrey Hepburn ou Deborah Kerr). Não eram concertos comentados vulgares, tão na moda em Portugal e tantas vezes tão mal engendrados. Os “concertos para jovens” de Leonard Bernstein eram verdadeiras aulas de apreciação estética musical. E, graças a ele, muitos aprenderam a gostar de música.
A procissão com o corpo de Leonard Bernstein percorreu as ruas de Manhattan até ao cemitério de Green-Wood, Brooklyn. Pelo caminho, passaram por um edifício em construção. Todos os trabalhadores pousaram baldes, pás e martelos, tiraram os capacetes amarelos e acenaram, dizendo: “Goodbye, Lenny!”.
Nós também éramos cinco. É certo que o nosso cão, um rafeiro de pelo preto e feitio abominável, chamado Piloto, não possuía os dotes detetivescos de Tim. Era um perfeito desapontamento enquanto membro do “clube”. Pressentindo decerto o nosso desgosto por não ser também um border collie corajoso, divertido e astuto, limitava-se a ficar no alpendre, em poses de imperador romano coroado, banhando-se ao sol. Para cão de caça, estranhamente, as suas atividades mais enérgicas consistiam em soltar rosnadelas às lagartixas, perseguir a própria cauda, lançar uns latidos gabarolas aos cães da vizinhança, roer uma bota velha ou mordiscar-nos os tornozelos quando não lhe ligávamos. Nada parecido com o inteligente Tim.
Havia depois a comida. Nós, criados de acordo com os melhores princípios da dieta mediterrânica, suplicávamos que nos fizessem um pequeno almoço de ovos com bacon, implorávamos por pickles e sandwiches de pepino ou presunto. Nunca se bebeu tanta limonada. Nunca se saboreou tanta torta de ameixa.
A liberdade e a independência de que gozavam os protagonistas causavam-nos alguma perplexidade e inveja. As viagens, os acampamentos, os espaços e ambientes descritos, as pistas e os mistérios, os perigos e os malfeitores, passavam das cerca de 190 páginas escritas para a nossa imaginação, em ligação direta, apenas com o suporte descompassado das ilustrações a preto e branco de Eileen Soper (1905-1990).
A edição da Editorial Notícias premiava-nos ainda com uma fotografia a cores, na capa, retirada de algum filme ou série que desconhecíamos. Só mais tarde surgiram os episódios televisivos (de 1978), com uma canção cuja letra não entendíamos, mas que cantávamos a plenos pulmões, articulando com toda a convicção fonemas inventados, até chegarmos ao refrão:
We are the famous five:
Julian, Dick and Anne,
George and Timmy, the do-o-o-og…
A Oficina do Livro aposta agora na reedição destes clássicos juvenis de mistério e aventura, escritos por Enid Blyton (1897-1968), em plena II Guerra Mundial (1942). Retirou as ilustrações de Eileen Soper, mas incluiu uma nota de Sophie Smallwood, neta da autora.
Comparando, por exemplo, a edição de 1952 (na tradução de 1977), assinala-se a tentativa de atualizar referências, e simultaneamente, opta-se pela inclusão de elementos que na altura, em Portugal, teriam sido alvo de condenação. Os protagonistas usam agora ténis e calças de ganga, e não calções; a Ana, de dez anos, brinca com peluches ou cartas de paciência, e não com bonecas. Já não recebem, pelo Natal, comboios ou bonecas com olhos que abrem e fecham e que se parecem com a Branca de Neve, mas, em compensação, na edição atual, alguém oferece um canivete de três lâminas ao David, sem censura. Desaparecem fórmulas de tratamento típicas, como “mãezinha” e “paizinho”. Incluem-se nomes de locais recorrendo à designação original inglesa (Polseath, em vez de “praia”), e substituem-se alimentos: as crianças bebem agora cerveja de gengibre (“ginger beer”) com naturalidade, e não “laranjada”; comem scones e bolo de gengibre com melaço, não “biscoitos” e “bolo de chocolate”. De vez em quando, o texto lembra-nos que estamos mesmo no século XXI:
“O Sol agora iluminava tudo, ainda que estivesse muito baixo, no lado de nascente. Já se sentia calor. O céu estava muito azul e Ana não pôde deixar de notar que parecia pintado de fresco. Ela fazia sempre observações a tempo e os outros achavam-lhe graça.
As nuvens estavam tão cor-de-rosa e o mar tão calmo que parecia impossível que tivesse havido um temporal na véspera.”
(tradução de Maria da Graça Lobato de Faria para a Editorial Notícias, 1977)
“O sol brilhava intensamente, embora ainda estivesse baixo, e já fazia calor. O céu estava tão bonito e tão azul que até passou pela cabeça da Ana que alguém se divertira a limpá-lo com muito esmero. Não resistiu e comentou:
- Parece acabadinho de sair da máquina de lavar!
Os outros desataram a rir – de vez em quando a Ana saía-se com cada uma! Mas no fundo perceberam o que ela queria dizer. Sentia-se a frescura do dia, tanto nas nuvens cor-de-rosa no céu azul como no mar tranquilo e brilhante lá em baixo. Mal dava para acreditar que no dia anterior estivera tão agitado.”
(tradução de Mariana Avelãs para a Oficina do Livro, 2011)
“Os cinco” sobreviveram até hoje, populares como sempre, estoicamente indiferentes à passagem do tempo, divertindo gerações atrás de gerações, atravessando fronteiras linguísticas e geográficas. Os anos podem até passar por eles, muito discretamente, mas a fórmula de Enid Blyton mantém-se intocável.
livros “Os cinco na ilha do tesouro” e “Os cinco – Nova aventura dos cinco”, de Enid Blyton
ambos Oficina do Livro, 2011
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artes plásticas > exposições
até 18 maio
Pedro Lourenço e João Drumond, "Mood swings and frozen natures"
Galeria Dama Aflita, Porto
[a partir dos 12 anos]
até 19 maio
Rui Toscano, "Esculturas sonoras, 1994 / 2013"
Culturgest, Lisboa
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até 19 maio
"Portrait of Michel Auder"
Culturgest, Lisboa
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até 23 junho
Clarice Lispector, "A hora da estrela"
Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
[a partir dos 11 anos]
até 27 outubro
"Cartazes de propaganda chinesa - A arte ao serviço da política"
Museu Fundação do Oriente, Lisboa
[a partir dos 2 anos]