Homem Aranha, 11 de setembro

 

“Interrompemos a nossa emissão para transmitir uma notícia de última hora.
Longitude: 74 graus, 0 minutos, 23 segundos oeste. Latitude: 40 graus, 42 minutos, 51 segundos norte.
Sigam o som das sirenes.
… Meu Deus…
Há coisas que estão para além das palavras.
Para além da compreensão.
Para além do perdão.
Onde estavas tu?!
Como deixaste isto acontecer?
Eu…
Como responder que não sabíamos?
Que não podíamos saber.
Que nem imaginávamos.
Só loucos poderiam idealizar o plano, executar o ato, pilotar os aviões.
As pessoas íntegras serão sempre vulneráveis aos loucos, porque não conseguem conceber tais atrocidades.
Não estávamos à espera disto. Não estávamos aqui quando tudo aconteceu. Não pudemos impedi-lo.
Mas estamos agora.”

 

 

É assim que começa a história “11 de setembro”, publicada em novembro de 2001 em homenagem às vítimas e aos heróis reais da tragédia. O argumento é de J. Michael Straczinsky e o traço, magnífico, pertence a John Romita Jr. A capa deste número, a negro, mostra-nos somente o contraste do logotipo do Spider-Man. A primeira página, dupla, mostra-nos o Homem Aranha, plenamente humano em toda a sua fragilidade e impotência, perante o cenário de destruição e morte.

 

Paula Pina

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Filed under Ilustração, Literatura

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