Madalena Matoso [ilustradora convidada, outono 2011, semana 12]

Dando continuidade ao nosso ciclo Ilustrador Convidado, neste outono de 2011 estamos ainda a receber Madalena Matoso, uma das criadoras mais relevantes no campo da ilustração infantojuvenil portuguesa da última década, mas também uma designer brilhante, editora e fundadora da Planeta Tangerina, casa que publicou muitos dos seus mais notáveis trabalhos. Semanalmente, Madalena Matoso aqui tem respondido a uma das nossas perguntas e apresentado uma sua ilustração de que se orgulhe particularmente.

 

Cria Cria: Imagina-se a fazer o que faz agora para sempre? Se não, o que se imagina a fazer daqui a 20 ou 30 anos? Que objetivos ainda pretende atingir na sua carreira? Se pudesse formular um desejo profissional, qual seria?

Madalena Matoso: Nunca fiz muitos planos para o futuro. Até agora tudo tem acontecido sem grandes projetos. Quando começámos o Planeta Tangerina, éramos só um grupo de amigos a trabalhar no mesmo espaço. Não nos passou pela cabeça que iríamos editar livros daí a uns anos. Gostaria de poder continuar a experimentar coisas novas. Assim, gostaria de pedir um desejo: ter a sorte de continuar a trabalhar com pessoas que também se interessem por experimentar coisas novas.

 

ilustração originalmente publicada no livro “O que vês dessa janela?” (Museu da Luz, 2011)

 

Madalena Matoso: Este livro nasceu de uma encomenda do Museu da Luz. A proposta era fazer um livro que contasse a história da mudança da velha Aldeia da Luz para a nova Aldeia da Luz (motivada pela construção da barragem do Alqueva). Mostro esta imagem (que já aqui tinha aparecido) porque representa bem este projeto e o que foi trabalhar com a diretora do Museu da Luz, a Maria João Lança. Quando fazemos um livro para o Planeta Tangerina, só nós é que corremos os riscos e, por isso, é mais fácil irmos por caminhos inesperados. Quando temos uma encomenda, há mais pessoas envolvidas, objetivos, gostos, expectativas… Há fases complicadas, nomeadamente na passagem do texto a ilustração. Por vezes, apresentamos imagens que não vão ao encontro do que o cliente tinha imaginado, e nem sempre é fácil encontrarmos o caminho certo. No caso deste livro, o que sentimos foi uma enorme abertura e vontade de colaboração. Tanto em relação ao texto (uma vez que o tema levanta algumas questões difíceis, poder-se-ia tentar criar um livro mais informativo, mais jornalístico ou mais didático) como em relação às imagens (poder-se-ia esperar imagens muito mais descritivas ou naturalistas). Sentimos que este livro foi feito de uma forma muito livre e que a abertura que encontrámos se transformou em responsabilidade, empenho e alegria em fazer parte deste projeto.

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