Pus-me a contar as estrelas

 

Pus-me a contar as estrelas
com a ponta da minha espada
comecei à meia noite
e acabei de madrugada.

Pus-me a contar as estrelas
com a ponta da bainha
comecei à meia noite
e acabei de manhãzinha.

Pus-me a contar as estrelas
sobre a pedra da coluna
contei: sete, seis e cinco
quatro, três, duas e uma.

 

[repertório popular português, retirado de “Eu bem vi nascer o sol – Antologia da poesia popular portuguesa”, organizada por Alice Vieira, Caminho, 1994]

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