“Sobe e desce” e “Perdido e achado”, de Oliver Jeffers

 

É atualmente um dos ilustradores de maior sucesso internacional, premiado pela crítica, adorado pelo público. Nascido na Austrália, em 1977, vivendo presentemente em Brooklyn, Nova Iorque, Oliver Jeffers gostaria de ser um cirurgião arborícola (a desculpa perfeita para passar o dia a trepar às árvores). Tem por Tomi Ungerer uma admiração imensa, visível talvez na subtil e lacónica ironia que se vislumbra na simplicidade das linhas, nos jogos de sombras aguareladas, na complexidade minimal das emoções.

 

 

Em “Sobe e desce”, agora editado pela Orfeu Negro, lançado hoje à tarde na livraria Cabeçudos, Lisboa, encontra-se a tão desejada sequela de “Perdido e achado” (também publicado pela Orfeu Negro, em 2011, prémio BAFTA para Melhor Animação em 2009), com os mesmos inimitáveis protagonistas, rapaz e pinguim, amigos inseparáveis – apesar da edição portuguesa não ser sequenciada (falta-nos o primeiro volume, “How to catch a star”, e aguardamos pelo quarto, “The way back home”).

 

 

Já em outubro passado a HarperCollins lançara um concurso, levando os leitores a escrever sobre o que mais gostaram em “Perdido e achado”. Os vencedores tiveram direito a uma ida a Londres para participarem na produção de um video de “Sobe e desce”, com leitura efetuada pelo próprio Oliver Jeffers. Em jogos de complementaridade e exclusão, o dinamismo narrativo sedimentado na ilustração, o movimento desprendendo-se da linha e do traço quase infantil, Oliver Jeffers recorre por vezes, com singular mestria, a técnicas da banda desenhada, nomeadamente na sequência fílmica hilariante em que, ansiosos, aguardamos a queda do pinguim e assistimos ao difícil processo de escolha do melhor suporte para o rapaz o receber em segurança: almofada, cama elástica, rede de caçar borboletas ou braços abertos?

 

 

Deste autor encontramos ainda  no catálogo da Orfeu Mini duas narrativas metafóricas: uma, “O coração e a garrrafa” (2010), plena de delicadeza, sobre a perda e a sua superação; outra, o divertido e desconcertante “O incrível rapaz que comia livros” (2008), uma digressão sobre estranhos hábitos alimentares, à base de livros.

(Dissemos “estranhos”?… Nham!…)

 

livro “Sobe e desce”, de Oliver Jeffers
Orfeu Mini, 2012
[a partir dos 3 anos]

livro “Perdido e achado”, de Oliver Jeffers
Orfeu Mini, 2011
[a partir dos 3 anos]

 

Paula Pina

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1 Comment

Filed under Ilustração, Literatura

One response to ““Sobe e desce” e “Perdido e achado”, de Oliver Jeffers

  1. Rita Cavaco

    Ficarei à espera para ler a história, em português. Acho a ideia dos vídeos muito boa. No caso do “Perdido e achado”, a escolha da música (se o ouvido não me escapa, de uma banda portuguesa ;-)) é muito feliz, também. Já tenho visto outros vídeos da autora do book trailer e acho que está de parabéns!

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