Yara Kono [ilustradora convidada, semana 4]

 

Nasceu no Brasil, tem família japonesa, mas foi em Portugal que Yara Kono afirmou a sua extraordinária identidade autoral como designer e, sobretudo, como ilustradora. Além de desempenhar um papel cada vez mais relevante no quadro criativo da editora Planeta Tangerina, da qual faz parte há quase uma década, tem visto igualmente obras suas publicadas noutras casas centrais da literatura infantojuvenil nacional, da Caminho à Kalandraka. Yara Kono é a Ilustradora Convidada do Cria Cria nos meses de março e abril, um ano depois de ter visto o seu talento devidamente reconhecido ao receber o Prémio Nacional de Ilustração.

 

Cria Cria: Os seus momentos de criação são, por norma, felizes? Ou são difíceis? Tem uma relação saudável com todas as ilustrações que vai terminando e juntando ao seu portefólio? Fica sempre satisfeito com os resultados do seu trabalho?

Yara Kono: Cada dia é um dia… Uns mais felizes do que outros, no trabalho e na vida. Podemos não estar num dia bom, e o trabalho não corre bem. Seja pelo telefone que toca de dez em dez minutos, por surgir um projeto de última hora ou simplesmente por não ter acertado no caminho. Mas há dias em que tudo flui lindamente, e o dia termina em grande. Acho que, com o passar do tempo, aprendemos que nem tudo é perfeito. E que é normal ver uma ilustração de há dois anos e não a apreciar tanto como na altura. Isso acaba por ser um bom sinal – sinal de que evoluímos, que aprendemos um tantinho mais. Quanto maior a pressão, maior será a exigência de querer fazer o melhor. Quando isso acontece, nem sempre entregamos um trabalho 100% satisfeitos. Também há a questão da aprovação. Se algo não agrada ao cliente/editora, temos que alterar, algumas vezes para melhor; outras, nem por isso. Mas no final, a satisfação de ver o trabalho terminado é sempre grande.

 

cartaz do Dia Internacional do Livro Infantil (Direção Geral do Livro e das Bibliotecas, 2012)

 

Yara Kono: De início foi complicado fazer este cartaz, pois não sabia muito bem como abordar o tema. Mas a partir do momento em que a ideia surgiu, tudo correu bem. Queria transmitir as diversas sensações que a leitura nos oferece, e as personagens, as cores e os elementos gráficos foram surgindo naturalmente. Ainda fiz algumas experiências, e a opinião do coletivo (Planeta Tangerina) foi preciosa. E fiquei muito contente de ver o cartaz, pela primeira vez, em Bolonha.

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