Tag Archives: a partir dos 5 anos

Jazz em Agosto 2014

jazz em agosto 2014

 

Seria efetivamente inevitável? Ou nem por isso…? As guitarras vão contaminar inapelavelmente o Jazz em Agosto deste 2014. A 31ª edição do festival lisboeta – que começa com o mês que o nomeia – foca-se com particular empenho num instrumento cujo protagonismo no repositório jazzístico não é – salvo uma generosa dúzia de exceções, extensíveis de Charlie Christian a Derek Bailey, passando por Django Reinhardt, Wes Montgomery ou Jim Hall – por demais assinalável. Partindo dessa premissa, difícil seria garantir uma agenda com o Continue reading

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Filed under Cinema, Música

“Baby Taz”, “Silvestre e Saltitão” e “Tom e Jerry – Aventura gigante”

capa baby taz

 

Como já se diz pelas ruas, clássico é clássico. E as personagens de animação da Looney Tunes encontram-se nessa distinta categoria. De Bugs Bunny, Daffy Duck e Porky Pig, a Sylvester e Tweety, ou a Bip Bip e Coiote, essas divertidas figuras fizeram parte da infância de quase toda a gente e ainda hoje permeiam as aventuras imaginadas pelas crianças. A história da Looney Tunes teve a sua origem no início da década de 1930, pela mão dos animadores Hugh Harman e Rudy Ising (vindos da “escola” Walt Disney), contratados pelo produtor Leon Schlesinger. Foi no decurso dessa década que nasceram os protagonistas desta odisseia televisiva que Continue reading

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Presente perfeito, pelo Dia Mundial da Criança 2013 [a partir dos 5 anos]

capa nicomedes o careca pormenor

 

Procuramos prodigiosos presentes propostos prá prole privilegiada – primorosas princesas ou principiantes prestidigitadores -, premissa prioritariamente projetada, protegida e promovida pelos prezados progenitores percetores Continue reading

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Presente perfeito, pelo Natal 2012 [a partir dos 4 anos]

capa mar pormenor

Como já se tornou um hábito, não poderíamos chegar ao Natal sem dizer “presente!” – por isso, aqui estamos com as nossas escolhas de presentes para distintos gostos e feitios, unidos pelas doses inesquecíveis de magia e beleza que acrescentarão ao sonho das crias que mais amamos. Continue reading

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“Achimpa”, de Catarina Sobral

capa catarina sobral achimpa

 

Já aqui demos espaço à obra de estreia de Catarina Sobral, “Greve” (2011), sublinhando o modo como esta jovem ilustradora-escritora se revelava uma exímia manipuladora do texto-palavra-imagem, jogando com as suas múltiplas dimensões significantes de uma forma original. Mais do que uma ilustradora, mais do que uma escritora, Sobral apreende cada mínima unidade conceptual sincrética do que é Continue reading

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André Letria e a Pato Lógico

 

Cria livros que talvez nem sejam bem livros, mas “em todos há [sem dúvida] surpresas e [tanto, imenso] espaço para sonhar”. Ilustrador infantil assumido e premiado, com historial de mais de uma década, repartindo-se por trabalhos na imprensa, arriscando-se nos caminhos da cenografia e da animação (com “Pimpão, o acelera” e “Foxy e Meg”), André Letria parece ter levantado âncora, desfraldado velas, e navega agora, com a Continue reading

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“Gatinho e a bola”, de Joel Franz Rosell e Constanze v. Kitzing

 

Objeto de fascínio eterno. Redonda, de todas as cores, padrões e texturas possíveis, rola, salta, por vezes, voa e até chapinha (sobretudo se gostarmos de a levar a percorrer os areais quentes da praia e as suas ondas de azul imenso). A bola – e os inúmeros jogos e brincadeiras que se inventaram a partir dela, com ela – é uma esfera mágica, de um encanto interminável para todos os que nela toquem. Neste álbum que a Kalandraka recentemente nos trouxe, esse encantamento começa quando Continue reading

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Yara Kono: dois livros

 

Ilustradas por Yara Kono, “Pirilampos e estrelas” (com texto fabulosamente sintético de António Torrado) e “A ilha” (bem vinda voz estreante de João Gomes de Abreu) são duas narrativas de feição alegórica que escondem dimensões exemplares, até politicizantes. A ironia subtil do texto conjuga-se com a inteligência simultaneamente infantil e delicadamente naif da ilustração, e ambos interagem de um Continue reading

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“O meu caderno de atividades”

 

Na linha dos tradicionais livros de férias, a Edicare apresenta este verão dois cadernos com 60 propostas de atividades para o público pré-escolar. Num muito apelativo formato mala (e por isso facilmente transportáveis para qualquer destino e paragem destes meses), constituem uma boa ferramenta de trabalho quando Continue reading

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“Três tristes tontos”, de Tony Ross

 

Tony Ross, um dos autores britânicos mais prolíferos do segmento literário infantojuvenil (com mais de 50 livros publicados, entre eles a célebre coleção “A princesinha”, distribuída em Portugal pela Editorial Presença), apresenta neste seu recente álbum, “Três tristes tontos”, uma narrativa que doseia com apurada sensibilidade, sempre pontuada com humor, os temas do Continue reading

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“Onde moram as casas”, de Carla Maia de Almeida e Alexandre Esgaio

 

“Mal entramos, apetece-nos estar. Ou mesmo ficar para sempre”. É o que se sente relativamente à mais recente obra de Carla Maia de Almeida, com ilustrações de Alexandre Esgaio, publicada pela Caminho – “Onde moram as casas” é o título, assim, sem ponto, sem interrogação, sem exclamação, sem dois pontos ou reticências, mas com todos esses e outros sinais de pontuação como possibilidade. “Imaginado e escrito” durante o ano de 2010, em Can Serrat (Barcelona), graças à Continue reading

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Presente perfeito, pelo Dia Mundial da Criança 2012 [a partir dos 4 anos]

 

Entre uma ansiedade manifesta, que faz o coração transbordar de tamanha curiosidade, e um silêncio tímido, a expetativa por um Dia da Criança perfeito é comum. Por isso mesmo, e para que com as nossas crias possamos fazer perdurar esta celebração da vida que elas nos acrescentam, aqui se elencam as nossas escolhas de presentes para satisfazer a Continue reading

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“O princípio”, de Paula Carballeira e Sonja Danowski

 

Este é um livro sobre recomeços. Depois de uma terrível guerra, que destruiu praticamente tudo, conhecemos a história de uma família sobrevivente, devastada por essa catástrofe, mas para quem, apesar de todas as dificuldades, há sempre um novo princípio. Se ficaram sem casa, “não importa”, diz a mãe, porque há um carro – e, com um carro, é possível viajar. Se têm menos posses, então terão igualmente menos trabalho em conservar esse parco património. E quando, a meio da noite, o medo os atormenta, podem sempre aconchegar-se uns aos outros até adormecer. Mas a história que a contista galega Paula Carballeira nos narra e que a alemã Sonja Danowski ilustra (com tonalidades outonais, que realçam o caráter realista e a carga dramática e emocional desta parábola) relembra não só que é Continue reading

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“Um livro para todos os dias” e “Ir e vir”, de Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho

 

A aguardada reedição de “Um livro para todos os dias”, embora num formato ligeiramente maior, continua a exercer o seu encanto, indiferente a quaisquer destinatários preferenciais: esconde-se na gaveta da mesa de cabeceira, espreita na mala, escorrega da pasta, disfarça-se de manual. Pode ler-se em voz alta (cantado, declamado, gritado!) ou segredar-se ao ouvido. Pode até prescrever-se como remédio contra Continue reading

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“Oinc! – A história do Príncipe-Porco”, de Isabel Minhós Martins e Paula Rego

 

Aos contos populares italianos, recolhidos e registados por escrito por Straparola, cabe a honra de encabeçar a já longa linhagem de narrativas maravilhosas europeias. Este conto em particular, incluído nas “Piacevole notti” (1557), é recontado, por exemplo, por Marie-Catherine d’Aulnoy (com o título “Le Prince Marcassin”), uma das mais prolíficas cultoras do género em finais do século XVII. De acordo com os rigorosos manuais de civilidade e etiqueta, o príncipe modelo nasce transformado no seu oposto animalesco. Não obstante todas as tentativas de domesticação, vestindo-o e educando-o, os instintos animais concretizam-se na sua aparência, nos hábitos e no seu perfil psicológico caprichoso, agressivo, insuportavelmente monstruoso. Em causa estariam Continue reading

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Presente perfeito, pelo Natal 2011 [a partir dos 5 anos]

[primeiro ano] [a partir dos 12 meses] [a partir dos 2 anos] [a partir dos 3 anos] [a partir dos 4 anos]

 

São escolhas do passado recente, são escolhas de presentes, mas são sobretudo escolhas de futuro. O Natal é só um (feliz) pretexto. Felizes pretextos para os vermos ainda mais felizes. Por agora, as nossas escolhas para crianças a partir dos cinco anos. Continue reading

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“Emigrantes”, “A árvore vermelha” e “Contos dos subúrbios”, de Shaun Tan

 

Era uma livraria pequena, discreta, montra de dois painéis de vidro, molduras de madeira pintada de um tom desbotado. No interior, as prateleiras escuras aconchegando policromias encadernadas, uma mensagem de boas vindas, e uma nota: “spectacular bargains to be found in the basement”. De olhar focalizado nas Continue reading

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“O cavaleiro coragem!”, de Delphine Chedru

 

Inspirando-se desta vez em elementos decorativos típicos do imaginário medieval, quer para a construção do cavaleiro protagonista, quer para a criação dos padrões que servem de cenário, fundo ou camuflagem, a designer e ilustradora Delphine Chedru concebeu “O cavaleiro coragem!”, agora editado pela Orfeu Mini, como um álbum-jogo. Na sequência de Continue reading

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Yara Kono: uma exposição e dois livros

 

Yara Kono, a premiada artista e ilustradora nipobrasileira da Planeta Tangerina, é – a partir de hoje – um dos imperdíveis destaques do 22º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, inaugurado anteontem. Nem as aparentemente inevitáveis e contagiosas contenções orçamentais conseguiram impedir a realização do já histórico festival. Pequenos e crescidos por certo encontrarão na lista de programação sobejas razões para uma visita. Começando pelo tema apetecível (“Humor”), teremos os 60 anos dos “Peanuts”, “Astérix entre os Portugueses”, Adolfo Simões Müller e Vasco Granja, para além da presença de outros incontornáveis nomes da BD nacional e mundial. Há ainda as “Oficinas de cinema de animação e música digital”, entre outras propostas para os mais pequenos, aos sábados e domingos de manhã, até 6 de novembro. Na Casa Roque Gameiro, podemos apreciar devidamente os adoráveis detalhes das ilustrações e experiências de Yara Kono para a obra que venceu o Prémio Nacional de Ilustração de 2010, “O papão no desvão” (Caminho, 2010), com texto de Ana Saldanha.

 

 

Vale igualmente a pena atentar no recente e cativante livro “Eu só – Só eu”, de Yara Kono, autora de ilustrações marcantes no âmbito da produção literária infantil portuguesa dos últimos anos. As imagens expandem os afetos escondidos no texto, aqui reduzido à mais poética essencialidade, novamente pela pena de Ana Saldanha.

 

 

Claro que nem todas as parcerias são tão equilibradas. Em “O ar está cheio de vozes”, por exemplo, o potpourri de poemas compostos por Raul Malaquias Marques (com quem a ilustradora já havia partilhado a autoria do livro “De sol a sonho”, publicado pela Caminho em 2009), que Yara Kono alegre e diligentemente ilustra, apesar de irónicos e bem humorados, muitas vezes resvalam para uma poeticidade algo desgastada.

Para finalizar, uma pergunta: quem é capaz de descobrir, no livro “Eu só – Só eu”, o detalhe de ilustração que surge no cabeçalho do blogue da ilustradora, a transbordar de maravilhosas fotografias?

 

até 6 novembro
Yara Kono, “O papão no desvão”
22º Festival Internacional de Banda Desenhada
Casa Roque Gameiro, Amadora
[a partir dos 6 meses]

 

livro “Eu só – Só eu”, de Ana Saldanha com ilustrações de Yara Kono
Caminho, 2011
[a partir dos 3 anos]

 

livro “O ar está cheio de vozes”, de Raul Malaquias Marques com ilustrações de Yara Kono
Caminho, 2011
[a partir dos 5 anos]

 

Paula Pina

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Rabiscar, desenhar, colorir, pintar,…

 

A voz da professora vai ficando cada vez mais longe… mais longe… ele olha pela janela… assalta-o a memória das férias, do passeio de canoa… Não, não pode ser. Tenta concentrar-se na voz monocórdica, que vai ficando cada vez mais aguda com o esforço e cansaço. A professora vira-se e começa a desenhar um gráfico no quadro, sem parar de falar. Agarrando-se à caneta, como boia de salvação, as notas soltas que tirava tornam-se setas e figuras geométricas. Umas espirais no canto superior direito do caderno, um jogo do galo. Os outros recantos da página enchem-se subitamente de olhos e do símbolo do Super Homem…

(…)

– Sim, avó, está bem. Sim. Sim, adorei a camisola. Não. Não. Não faz mal ter ursos e gatinhos… Pois são. Hum, hum… Sim, comi. Comi. Não, não se estragou. Estava bom. Pronto. Pronto. Beijinhos também para ti. Também para o avô. Está bem. Vou à farmácia. Está bem, não me esqueço de comprar o chá… Sim, e da pomada. Pronto. Pronto. Beijinhos. Tchau. Tchau.

A porta da rua fechou-se, com um estrondo atrás dela. A casa ficou silenciosa. O bloco de notas ao pé do telefone, esse, enchera-se de traços, de flores, de rabiscos e letras ornamentadas, uma casa e um raio de tempestade ziguezagueante.

(…)

Está provado, afirmam diversos especialistas, que rabiscar livremente aumenta a memória e a concentração. Rabiscar requer um esforço cognitivo mínimo, suficiente apenas para assegurar que os recursos mentais estão focalizados na atividade mais importante. Ou seja, rabiscar acaba por constituir uma distração adequada, na dose certa, que, contraintuitivamente, nos obriga a focalizar na execução da tarefa rotineira, aborrecida, repetitiva, desinteressante, mas essencial, que precisa de ser completada. Sem o apoio dos rabiscos, o jovem estudante teria certamente enveredado pela viagem mental de canoa. Sem o auxílio dos rabiscos, a conversa telefónica não teria conduzido à concretização da lista de tarefas.

 

 

Amplamente utilizado por psicopedagogos como instrumento de avaliação e estratégia comunicativa com crianças, o jogo dos rabiscos está presente, de um modo mais ou menos óbvio, mais ou menos criativo, em versões dos velhinhos (ora amados, ora odiados) livros para colorir, que têm, em tempos recentes, invadido o mercado editorial português. Com a chancela de editoras respeitáveis na área da literatura para crianças, como a Civilização, a Edicare, a Gailivro e a Orfeu Mini, estas obras caraterizam-se, paradoxalmente, pelo oposto do que apregoam nos títulos.

Se os principais conceitos inerentes ao ato de rabiscar, de fazer “doodles”, são a liberdade (de traços, de ação, de estilo, de contexto, de suportes…) e ausência de regras, as coleções agora apresentadas oferecem, precisamente, oportunidades de criação plástica segundo normas fixas. Claro que os cenários para personalizar são originais; as ideias apontadas são divertidas; as atividades são sugestivas e variadas; o papel é geralmente bom (o que é sempre maravilhoso). Em tom mais ou menos didatorial, didático ou até poético, os jovens destinatários preferenciais são convidados a ler e a criar… criativamente. Misericordiosamente poupados à angústia da folha em branco. Caridosamente salvos das tristes folhinhas fotocopiadas para colorir com impressões de gosto duvidoso de figurinhas dos desenhos animados ou aparentados, retirados à pressa da internet, que os educadores e professores assoberbados e bem intencionados lhes colocam à frente. Miraculosamente resgatados do contacto com os livrinhos de atividades comprados pela avó na papelaria da esquina para o menino pintar por dentro, muito sossegadinho, com lápis de cera, depois de fazer as fichazinhas dos trabalhinhos de casa, enquanto a avó faz o jantar, passa a ferro e dá o biberão ao mano.

 

 

As propostas da Civilização acabam, infelizmente, por resvalar para o estilo ficha de atividade, não obstante algumas ideias interessantes que não chegam a ser exploradas.

 

 

As melhores sugestões chegam-nos via Edicare, de Fiona Watt, com diferentes ilustradores, em formato convencional ou em versão de bolso: desenhar, pintar, colorir, completar, transformar, terminar, copiar, decorar, preencher, criar padrões, rabiscar, sempre com atividades originais e em estilos diferentes. Claro que a tendência natural dos artistas em perspetiva será seguir o modelo oferecido, mas o contacto com a variedade de opções estéticas é valioso.

 

 

A Gailivro, com Nikalas Catlow, constrói em cada página uma proposta em forma de mini história, pergunta ou comentário. O estilo, ainda que simples e aliciante, é sempre o mesmo, e a fraca qualidade do papel, quase transparente, não permite a utilização de tintas ou canetas de feltro.

 

 

A Orfeu Mini propõe-nos algo próximo de uma narrativa-catálogo de coisas favoritas, legendadas, a partir da frase inicial “No meu caderno desenho todas as coisas de que gosto…”, da autoria de Laurent Moreau. Ao título “Dias felizes” (numa tradução pouco feliz de “Les beaux instants”), acrescenta-se um subtítulo desconcertante: “Um imaginário para colorir”.

 

Já o “Caderno de pintura para aprender as cores”, de Pascale Estellon, também da Orfeu Mini, se destina àqueles que desejam iniciar-se nos mistérios das cores e no manejo de materiais e pintura “a sério”: as páginas enormes, de cartolina, convidam, de facto, à experiência com os tubos de guache e pincéis; as dicas técnicas são úteis, na dose certa.

Atenção a todos os livres rabiscadores de todas as idades: há por aí muitas tentativas de interpretação pseudo-psico-cognitivo-qualquer-coisa que vos podem deixar preocupados. Não se aflijam se desenharem muitas setas, estrelas, corações inteiros ou partidos, olhos, espirais ou flores. Não se atormentem com o vosso fraco talento para o desenho (provavelmente agudizado por algumas aulas de Educação Visual ou por algum “dois” na pauta de avaliação). Desenhem. Rabisquem à vontade. Sem regras. Ou, se quiserem, com algumas delas. Mas só algumas.

 

livro “Riscos e rabiscos – Vou de férias”, s/a
livro “Riscos e rabiscos – Super rabiscos”, de Woody Fox
livro “Riscos e rabiscos – Quinta”, de Emma Parish
livro “Riscos e rabiscos – Livro das férias”, de Nikalas Catlow
livro “Riscos e rabiscos – Horas”, de Nancy Meyers
livro “Riscos e rabiscos – Formas”, de Nancy Meyers
livro “Riscos e rabiscos – Zoo”, de Emma Parish
livro “Riscos e rabiscos – Era uma vez”, de Andy Cooke
livro “Riscos e rabiscos – A B C”, de Nancy Meyers
livro “Riscos e rabiscos – 1 2 3”, de Nancy Meyers
todos Civilização, 2011
[a partir dos 6 anos]

livro “Desenhar, rabiscar e colorir”, de Fiona Watt com ilustrações de Erica Harrison e Katie Lovell
Edicare, 2011
[a partir dos 6 anos]

livros “Rabiscar e desenhar – Livro de bolso” (dois volumes: azul e vermelho), de Fiona Watt com ilustrações de Non Figg
ambos Edicare, 2011
[a partir dos 6 anos]

livro “E tu, rabiscas?”, de Nikalas Catlow
Gailivro, 2011
[a partir dos 5 anos]

livro “Dias felizes – Um imaginário para colorir”, de Laurent Moreau
Orfeu Mini, 2010
[a partir dos 6 anos]

livro “Caderno de pintura para aprender as cores”, de Pascale Estellon
Orfeu Mini, 2011
[a partir dos 6 anos]

 

Paula Pina

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