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Coletiva “Ilustrarte ’14” no Museu da Eletricidade, Lisboa

ilustrarte 14

 

A sexta edição da Ilustrarte, Bienal Internacional de Ilustração Para a Infância, foi inaugurada ontem no fabuloso cenário industrial do Museu da Eletricidade, em Belém, e pode ser visitada, gratuitamente, até 13 de abril. O espaço interior da exposição consegue ser original e prático, ao contrário da edição anterior, na qual as mesas de pé alto, com gavetas, iluminadas por candeeiros, tornavam a visibilidade difícil para os mais pequenos. Preparem-se pois, agora, grandes e pequenos, para a descoberta das ilustrações em Continue reading

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Presente perfeito, pelo Dia Mundial da Criança 2013 [primeiro ano]

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Procuramos prodigiosos presentes propostos prá prole privilegiada – primorosas princesas ou principiantes prestidigitadores -, premissa prioritariamente projetada, protegida e promovida pelos prezados progenitores percetores Continue reading

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Presente perfeito, pelo Natal 2012 [primeiro ano]

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Como já se tornou um hábito, não poderíamos chegar ao Natal sem dizer “presente!” – por isso, aqui estamos com as nossas escolhas de presentes para distintos gostos e feitios, unidos pelas doses inesquecíveis de magia e beleza que acrescentarão ao sonho das crias que mais amamos. Continue reading

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“O jogo das combinações”, “O jogo das luzes” e “O jogo dos olhos fechados”, de Hervé Tullet

 

Uma maçã-coração e um avião-elefante. Um labiríntico caminho de feltro verde. Peixes que conseguem nadar nas paredes. Nos “livros-jogos” de Hervé Tullet tudo isto é Continue reading

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Presente perfeito, pelo Dia Mundial da Criança 2012 [a partir dos 0 meses]

 

Entre uma ansiedade manifesta, que faz o coração transbordar de tamanha curiosidade, e um silêncio tímido, a expetativa por um Dia da Criança perfeito é comum. Por isso mesmo, e para que com as nossas crias possamos fazer perdurar esta celebração da vida que elas nos acrescentam, aqui se elencam as nossas escolhas de presentes para satisfazer a Continue reading

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Coletiva “Ilustrarte ’12″ no Museu da Eletricidade, Lisboa

 

Sendo a ilustração provavelmente o campo criativo onde se registaram na última década as mais entusiasmantes evoluções no pálido cenário cultural português, é algo natural que a “Ilustrarte” – a louvável bienal dedicada à ilustração para a infância que em 2003 começou discretamente a fazer história na cidade do Barreiro, e que agora está solidamente instalada em Lisboa – chegue a esta sua 5ª edição com um imenso sucesso artístico e mediático garantido logo no momento da abertura, que amanhã acontece. A concurso estiveram obras recentes de mais de milhar e meio de ilustradores de 65 países, dos quais saíram os 50 finalistas, cada um aqui representado com Continue reading

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Presente perfeito, pelo Natal 2011 [primeiro ano]

São escolhas do passado recente, são escolhas de presentes, mas são sobretudo escolhas de futuro. O Natal é só um (feliz) pretexto. Felizes pretextos para os vermos ainda mais felizes. Por agora, as nossas escolhas para o primeiro ano de vida. Continue reading

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Antes do Halloween

No Dia de Todos os Santos, as mesas eram postas. Amassava-se a broa de milho, com erva doce, mel e azeite, que ia ao forno sobre folhas de figueira ou de couve. Em grandes tachos, estavam as papas de milho (o xarém) ou de abóbora menina. Fazia-se a melada, chá e licor de romã (três romãs, três decilitros de aguardente, 150 gramas de açúcar mascavado e a raspa de um limão). Jarros de vinho e garrafas de aguardente de medronho passavam de mão em mão. Depois, começava o rodopio: gente das aldeias, crianças, mendigos, gente de fora, de passagem. Pediam o “Pão por Deus” e tinham fome. Oferecia-se pão, chouriço, frutas (figos secos, pinhões, amêndoas, romãs, castanhas, nozes, marmelos, uvas). Em Lisboa, esta tradição ganhou força depois do terramoto, explicam alguns estudiosos.

 

Claude Monet, “Still life with melon”, 1872

 

Décadas depois, já eram só as crianças, com saquinhos bordados nas mãos, que iam de porta em porta, cantando: “Pão por Deus / Fiel de Deus / Bolinho no saco /Andai com Deus”, na cidade; ou, na serra algarvia, “B´linh, b´linh / P´l´alma d’ sé defuntinh’”. “As alminhas andam perdidas por esses serros”, diziam-nos. O verão acabava, o inverno começava. Acendia-se uma fogueira ao pôr do sol e deixavam-se as portas abertas. Avisavam-se sempre os mais pequenos para terem cuidado com o Continue reading

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Yara Kono: uma exposição e dois livros

 

Yara Kono, a premiada artista e ilustradora nipobrasileira da Planeta Tangerina, é – a partir de hoje – um dos imperdíveis destaques do 22º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, inaugurado anteontem. Nem as aparentemente inevitáveis e contagiosas contenções orçamentais conseguiram impedir a realização do já histórico festival. Pequenos e crescidos por certo encontrarão na lista de programação sobejas razões para uma visita. Começando pelo tema apetecível (“Humor”), teremos os 60 anos dos “Peanuts”, “Astérix entre os Portugueses”, Adolfo Simões Müller e Vasco Granja, para além da presença de outros incontornáveis nomes da BD nacional e mundial. Há ainda as “Oficinas de cinema de animação e música digital”, entre outras propostas para os mais pequenos, aos sábados e domingos de manhã, até 6 de novembro. Na Casa Roque Gameiro, podemos apreciar devidamente os adoráveis detalhes das ilustrações e experiências de Yara Kono para a obra que venceu o Prémio Nacional de Ilustração de 2010, “O papão no desvão” (Caminho, 2010), com texto de Ana Saldanha.

 

 

Vale igualmente a pena atentar no recente e cativante livro “Eu só – Só eu”, de Yara Kono, autora de ilustrações marcantes no âmbito da produção literária infantil portuguesa dos últimos anos. As imagens expandem os afetos escondidos no texto, aqui reduzido à mais poética essencialidade, novamente pela pena de Ana Saldanha.

 

 

Claro que nem todas as parcerias são tão equilibradas. Em “O ar está cheio de vozes”, por exemplo, o potpourri de poemas compostos por Raul Malaquias Marques (com quem a ilustradora já havia partilhado a autoria do livro “De sol a sonho”, publicado pela Caminho em 2009), que Yara Kono alegre e diligentemente ilustra, apesar de irónicos e bem humorados, muitas vezes resvalam para uma poeticidade algo desgastada.

Para finalizar, uma pergunta: quem é capaz de descobrir, no livro “Eu só – Só eu”, o detalhe de ilustração que surge no cabeçalho do blogue da ilustradora, a transbordar de maravilhosas fotografias?

 

até 6 novembro
Yara Kono, “O papão no desvão”
22º Festival Internacional de Banda Desenhada
Casa Roque Gameiro, Amadora
[a partir dos 6 meses]

 

livro “Eu só – Só eu”, de Ana Saldanha com ilustrações de Yara Kono
Caminho, 2011
[a partir dos 3 anos]

 

livro “O ar está cheio de vozes”, de Raul Malaquias Marques com ilustrações de Yara Kono
Caminho, 2011
[a partir dos 5 anos]

 

Paula Pina

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