Tag Archives: Luís Vaz de Camões

“O sol livro”

capa o sol livro

 

Custou 35 escudos. Foi autorizado nos termos do despacho ministerial de 4/6/75. A editora, Livros Horizonte, Lda., sita na Rua das Chagas, 17-1.º Dt.º, Lisboa-2, fez desta primeira edição uma tiragem de 25000 exemplares, em outubro de 1976. O arranjo gráfico e artístico coube a Manuel Correia. São 73 textos e 73 autores, 125 páginas. O que surge na capa, após o título, é “Leituras para a 2.ª fase / 2.º ano do Ensino Primário”. Houve quem lhe chamasse “livro de leitura” e “manual”. Bizarra recomendação esta, vinda de alguém que sempre abominou “manuais”, base de Continue reading

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“Os lusíadas”, de António Fonseca

 

António Fonseca, ator maior do teatro nacional contemporâneo, leva à Capital Europeia da Cultura um feito heroico e uma nova abordagem desta peça do renascimento clássico, livro matricial do nosso imaginário coletivo. São dez horas de declamação da epopeia, em que se procura, por um lado, superar as Continue reading

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“‘Os lusíadas’ de Luís Vaz de Camões contados às crianças e lembrados ao povo”, de João de Barros e André Letria

 

Não sabemos o que teria João de Barros pensado do novo acordo ortográfico, ele que era defensor de uma ligação estreita entre Portugal e Brasil, ele que foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, ele que dirigiu a revista Atlântida, na qual colaboraram alguns dos mais eminentes escritores lusófonos do seu tempo. Já no final da vida, empreendeu a difícil e “delicadíssima tarefa”, quase “sacrílega”, mas “urgente”, “patriótica”, de Continue reading

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O Camões de João de Barros

A inaugurar um espaço regular de  memórias de crianças de outros tempos para as crias do futuro, propomos agora um exercício de releitura de “’Os lusíadas’ de Luís de Camões contados às crianças e  lembrados ao povo”, a adaptação em prosa do pedagogo, poeta e político João de Barros (1881-1960) do clássico da literatura portuguesa.

 

Numa era de adaptações, de adaptações das adaptações, de versões das versões, as palavras de João de Barros no prefácio da obra parecem-nos quase ingénuas:      “O autor desta quase literal adaptação dos ‘Lusíadas’ reconhece – apesar do respeito, do cuidado e do carinho que pôs na delícadíssima tarefa – que ela é de qualquer modo sacrílega”. Uma saudável deferência pela obra intocável que seria substituída pela legitimidade abusiva da condensação rápida, pelo resumo descuidado e pela  presença fragmentada e desconexa em posteriores manuais de qualidade muito duvidosa.

 

Hoje é dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Talvez as ilustrações de André Letria, na edição de 2009 da Sá da Costa, ajudem a ler João de Barros que leu Camões. Camões morreu. Viva Camões!

 

Paula Pina

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